MS anuncia criação de 1.623 bolsas de residência


O Ministério da Saúde anunciou ontem a criação de 1.623 bolsas de residência médica para 2013. O número corresponde a 15% de todas as vagas existentes no País: 10.434 para o primeiro ano de curso. As bolsas serão para 19 especialidades consideradas prioritárias e com carência de profissionais, como radiologia e medicina de família. Além das vagas para medicina, o ministério anunciou a criação de outras 1.270 bolsas de residência para profissionais de saúde, como enfermeiros e fisioterapeutas. Para os cursos de residência nas duas áreas serão aplicados R$ 82,7 milhões em 2013.

A ampliação nas vagas de residência é uma das estratégias adotadas pelo ministério para tentar aumentar a oferta de médicos no País. De acordo com a Pasta, a média brasileira é de 1,8 profissional para cada mil habitantes. Uma proporção bem menor do que a apresentada, por exemplo, na Alemanha (3,6) ou Portugal (3,9). Além de uma proporção considerada baixa, o ministério diz ser preciso reduzir a desigualdade no País. Na Região Norte, a relação é de 0,9 médico por mil habitantes.

A expansão faz parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas do Pró-Residência Multiprofissional. Criado em 2011, passou a financiar bolsas para residência em medicina e outras áreas de saúde, ao lado do Ministério da Educação. Até então, apenas o MEC arcava com os custos.

A meta da Saúde é financiar 4 mil bolsas de residência médica e 3.200 bolsas multiprofissionais até 2014. Na avaliação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a marca será alcançada. Em 2011, foram 758 vagas. Este ano, 500. "Com a previsão de 2013, serão 2.881", disse Padilha.

As bolsas serão de R$ 2,8 mil mensais. Além do auxílio para pagamento das bolsas, o ministério vai financiar a capacitação dos preceptores - supervisores de cursos - e a infraestrutura para expansão ou criação de vagas de residência.

Da Agência Estado