Governadora do RN passa cargo ao vice e faz viagem oficial à Dinamarca para reuniões sobre energias renováveis

Foto: Sandro Menezes

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), passou o cargo para o vice-governador do estado, Antenor Roberto (PCdoB), nesse domingo (7), para fazer uma viagem oficial à Dinamarca.

De acordo com a governadora, a viagem será para tratar de negócios na área de energias renováveis - setor que o RN lidera no país.

A governadora embarcou à noite para uma agenda oficial que prevê três dias de reuniões na Europa.

A permissão para ausência da governadora já havia sido feita pela Assembleia Legislativa em outubro, porque a governadora também participaria de forma presencial da Conferência da ONU sobre Mudança Climática - a COP26 - no entanto, a viagem foi suspensa porque Fátima Bezerra (PT) apresentou um "quadro viral".

Ainda assim, Fátima participou de painéis da COP26 de forma virtual.

Prospecções

Segundo o governo, em Copenhague, a governadora terá reuniões com representantes da Agência de Energia da Dinamarca, da Dansk Industri (Federação das Indústrias) e de empresas interessadas em investir no Rio Grande do Norte.

No dia anterior ao embarque, Fátima recebeu do senador Jean-Paul Prates (PT) e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, que estão em missão oficial na Noruega, a confirmação de que a empresa Scatec Solar vai investir R$ 1,6 bilhão no projeto Mendubim para geração de energia limpa.

A instalação da planta solar deve gerar 532 MW de energia em seu pico e deve criar 1.200 empregos durante a fase de implantação, no município de Assu.

Líder nacional em potência instalada (6,0 Gigawatts) na energia eólica e principal gerador e exportador dessa fonte para o Sistema Elétrico Nacional, o RN tem uma matriz energética composta por 87% de fontes renováveis.

De acordo com o governo, o objetivo do estado é aumentar a participação de novas fontes em sua matriz elétrica, com incentivo ao desenvolvimento da energia eólica offshore (no mar). Atualmente, quatro complexos eólicos offshore estão em fase de licenciamento nos órgãos ambientais.

Por g1 RN