Bolsonaro vai inaugurar obras da transposição no RN

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, informou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, estará no Rio Grande do Norte no dia 9 de fevereiro, para a programação que vai marcar a “chegada das águas da transposição do rio São Francisco”.

Segundo Rogério Marinho, o presidente desce de avião em Mossoró e de lá segue para Jardim de Piranhas, porta de entrada da transposição a partir do Rio Piranhas-Açu, que nasce no vizinho estado da Paraíba. "Para mim é a obra mais importante da minha vida e do meu Estado, porque segurança hídrica é vida e essência", declarou o ministro da Integração Regional.

As informações foram dada pelo ministro, durante o programa no jornal "12 em ponto", da 98 FM.

A última visita que Bolsonaro fez ao Rio Grande do Norte foi em junho, quando ele foi a Jucurutu, interior do Estado, e anunciou investimentos de R$38 milhões para concluir barragem de Oiticica, iniciada há 70 anos na época do Governo Getúlio Vargas.

O presidente foi a primeira vez a Mossoró em agosto de 2020, quando entregou 300 unidades habitacionais do conjunto residencial Mossoró I, que leva o nome do ex-ministro Aluízio Alves, conforme lei de autoria da vereadora Izabel Montenegro (MDB) aprovada em 2019 na Câmara Municipal e sancionada pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que irá ao encontro do presidente. Além da entrega de 5 veículos ABTS provenientes do Pró-Vida e de material da Força Nacional de Segurança Pública (Ministério da Justiça e Segurança Pública- MJSP)

Eleições

Na entrevista que concedeu ontem, o ministro Rogério Marinho também falou sobre as eleições deste ano.

Pré-candidato a senador, Rogério Marinho admitiu que, até agora, só existe uma pré-candidatura posta ao governo do Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT), enquanto no âmbito da oposição “há um processo que antecede o pleito, que são as negociações entre grupos políticos, pessoas e pré-candidaturas que vão afunilar, naturalmente, dentro dos campos que estão sendo definidos”.

Embora o presidente da República venha afirmando que não vai “se meter nas indicações de candidaturas nos Estado” onde bolsonaristas almejam concorrer ao mesmo cargo, Rogério Marinho também acredita que, em alguns casos, pode haver necessidade de uma intermediação presidencial.

A respeito da disputa no grupo bolsonarista pela indicação de pré-candidatura ao Senado – o ministro Fábio Faria (Comunicações) é o outro pretendente — Rogério Marinho disse que “é respeitável, saudável e democrática”.

Na avaliação dele, “vai chegar o momento em que aquele que tiver em melhores condições será o candidato a senador”. “Se isso não ocorrer, vai precisar da arbitragem ou da mediação de quem lidera o nosso político, isso é o que diz a racionalidade”,acrescentou.

O ministro Rogério Marinho afirmou, ainda, que o RN está muito “mal representado no Senado da República”. “Perdemos a relevância de estarmos dentro das principais discussões nacionais, historicamente tivemos senadores que eram líderes partidários e eram ministros de Estado, hoje vemos os nossos senadores não participando sequer de discussões nacionais relevantes, que de alguma forma impactem a nossa região”. disse.

Rogério Marinho afirmou que as alternativas de pré-candidaturas “estão sendo olhadas por diversos grupos políticos, que fazem oposição ao governo do Estado”.

Por enquanto, Marinho argumenta que “as discussões estão ocorrendo internamente, porque na hora em que expõe as discussões, podem fragilizá-las, não que em alguns momentos possam ser expostas à população, porque quem vai julgar é justamente o eleitor”.

Quanto ao fato de a governadora Fátima Bezerra vinha liderando as pesquisas de intenções de votos, Rogério Marinho disse que a chefe do Executivo também apresentava os maiores índices de rejeição: “Naturalmente alguém, um segmento ou grupo político vai capitalizar  esse sentimento de rejeição à forma como ela governa o Estado”.