UERN institui cotas étnico-racial e de inclusão regional no processo seletivo

FOTO: ARQUIVO/PORTAL NO AR

Durante o primeiro dia de atividades do Governo em Mossoró, a governadora Fátima Bezerra participou da reunião especial do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UERN (Consepe) que aprovou a regulamentação da Lei 10.480/2019, que institui a adoção da cota étnico-racial e do argumento de inclusão regional para o Processo de Seleção de Vagas Iniciais 2020 (PSVI) da Universidade. A reunião, que aprovou a minuta de resolução foi realizada, na tarde desta quinta-feira, 26, nas instalações da Reitoria da UERN.

“A UERN aprovou a regulamentação da lei que trata do sistema de acesso aos cursos de graduação. Como professora e governadora, é uma alegria ter sancionado a Lei que estabelece a cota étnico-racial e o argumento de inclusão regional. Essa lei simboliza mais educação, mais acesso ao ensino superior”, afirmou Fátima.

Ela lembrou que a universidade já conta com cotas sociais e a de 5% para pessoas com deficiência. A governadora ressaltou também que hoje quase 90% dos alunos da UERN são de origem popular. “São filhos de trabalhadores e trabalhadoras. É uma felicidade ver a UERN, cada vez mais, adotando um sistema de acesso ao Ensino Superior plural, democrático e participativo, reforçando a sua marca de universidade socialmente referenciada”, declarou.

Conforme a Legislação, das vagas do processo seletivos destinadas pela UERN à cota social, 58% será destinada a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. O percentual atende proporcionalmente à população autodeclarada no RN, de acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desde 2002, a UERN adota as cotas sociais, destinando 50% das vagas dos seus cursos de graduação para candidatos que cursaram, integralmente, os ensinos fundamental e médio em escolas públicas. “Dento desse percentual de cotas para estudantes de escola pública, iremos destinar parte destas vagas para a cota étnico-racial”, explicou o reitor Pedro Fernandes. A inclusão das cotas étnico-raciais não altera o percentual de vagas destinadas à ampla concorrência.

A resolução definiu ainda o argumento de inclusão regional, que tem como objetivo priorizar o acesso de estudantes do estado do RN, acrescentando 10% à nota dos estudantes potiguares no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Vale ressaltar que o argumento de inclusão regional é destinado a estudantes que concluíram os ensinos fundamental e médio em escolas do RN, sejam elas públicas ou particulares”, esclareceu o pró-reitor de Ensino de Graduação, Wendson Dantas.

Pedro Fernandes frisou que o argumento de inclusão regional possibilita uma maior democratização do acesso de estudantes do RN às vagas nos cursos da UERN. Ele ilustrou que no curso de Medicina, por exemplo, a diferença das notas obtidas entre o primeiro e o último selecionados nas vagas das cotas sociais foi de 1,5 ponto. “Com a adoção do argumento de inclusão regional, a estimativa é que tenhamos mais de 90% das vagas de cursos, como Medicina, preenchidas por alunos do RN”, disse.


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